Lendo os sinais

Ontem um dos vários ouvintes do programa Conversa de Fim de Tarde, da RCC FM telefonou para a emissora para falar do trânsito de Livramento. Realmente, está difícil. Outro dia, uma autoridade municipal levou nada menos do que 15 minutos e teve que estacionar a mais de 300 metros do local onde estava sendo esperado.
Isso é o mínimo. A mencionar ainda, a imprudência e irresponsabilidade, do trânsito em Sant’ Ana do Livramento. Há uma pequena parcela de condutores de veículos que busca cumprir com o que a legislação estabelece, utiliza o princípio de direção defensiva, mantém a prudência como aliada da coerência, evita o estresse dos recalcados e revoltados, não “se acha” porque conduz um veículo melhor do que o daquele com quem compartilha a via. Essa minoria tampouco se acha dona da via, considera-se usuária de forma normal e evolui regradamente pelos espaços disponibilizados pela sinalização existente, mantendo o zelo principalmente nas áreas onde não há pintura ou qualquer tipo de sinais. São aqueles que somente acabam envolvidos em acidentes por situações muito raras, como uma inesperada falha mecânica ou a imprudência de outrem.
Ah, jamais consomem bebida alcoólica antes de conduzir um carro ou uma moto. Buscam valorizar a vida, a sua e a das outras pessoas, além de estarem constantemente informados sobre o cotidiano de trânsito.
Compartilhando a mesma via há quem não tenha formado essa índole, deixando de lado preceitos como cavalheirismo, educação, comportamento, enfim. Fazem sinais obscenos a todo instante, acham-se donos das ruas, circulando da forma como querem, como bem entendem, no trecho de rodovia, no paralelepípedo, pedra irregular ou caminho embalastrado. Assim procedem porque independente do caminho, tem uma equivocada compreensão de que são os outros que devem ter o cuidado e não eles.
É, realmente, digna de análise mais aprofundada, dentro de uma metodologia científica, essa faceta de personalidade transformada (ou transtornada?) no trânsito. Para a minoria, sobra a tentativa de fazer com que sejam revertidos esses posicionamentos; permanece o desejo de que esses lugares-comuns deixem de fazer parte do contexto diário. Mas, depende das pessoas. Dessas pessoas que integram a maioria.
Das que ultrapassam pela direita em suas motos, potentes ou capengas.
Das que não dão sinal de seta para fazer qualquer manobra.
Das que não conhecem preferenciais ou sequer tomam conhecimento de limites de velocidade.
Das que se entendem como donas das ruas.

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