Ligações para capital continuam sendo principal causa da demora no atendimento do SAMU

Segundo responsável técnico, equipe local está sempre pronta para qualquer chamado

Para o atendimento, saem na ambulância um motorista e um técnico em enfermagem

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, mais conhecido como SAMU, é um sistema de emergência do governo do Estado. O SAMU opera através do acionamento à Central de Regulação das Urgências, com discagem gratuita para a linha 192. A Central de Regulação do Estado está localizada em Porto Alegre, e este é o maior problema enfrentado pelos santanenses: a demora no contato telefônico, uma vez que a ligação é atendida por técnicos que identificam a emergência, coletam alguns dados e transferem o telefonema para um médico, que faz o diagnóstico da situação e inicia o atendimento no mesmo instante, orientando o paciente ou a pessoa que fez a chamada, sobre as primeiras ações.

“Temos ambulância equipada, pronta para qualquer tipo de chamada, pronta para servir a comunidade santanense”, destacou o enfermeiro Leonardo Antunez, responsável técnico pelo SAMU em Livramento.

O serviço conta com 11 funcionários, que trabalham por turnos, as 24 horas do dia, sete dias da semana. À rua, saem dois resgatistas, um motorista (formado ou em formação em técnico de enfermagem) e um técnico em enfermagem.

Leonardo reconhece que a principal reclamação da população é em relação à chamada telefônica, feita para Porto Alegre e não para uma linha local.

Até o fechamento desta edição, a assessoria de imprensa da Central de Regulação do Estado não foi localizada pela reportagem.

 Média de atendimentos diários é de quatro pacientes

Leonardo Antunez, responsável técnico do Samu em Livramento

:: ENTREVISTA ::

A Plateia: Quais tipos de atendimentos o SAMU pode realizar?
Leonardo: Todos os tipos, principalmente acidentes de trânsito, ou qualquer tipo de sinistro. Além de atender na rua, o SAMU atende casos clínicos, indo até a residência do paciente que estiver se sentindo mal, por exemplo.

A Plateia: Qual a média de atendimentos diários?
Leonardo: A média é de apenas 4 atendimentos por dia. Acredito que seja devido à demora no atendimento telefônico, pois as pessoas perdem a paciência ao ter que aguardar e dar diversas informações.

A Plateia: Por que geralmente, quando ocorrem acidentes, chega primeiro a ambulância do Corpo de Bombeiros e só depois o SAMU?
Leonardo: O telefonema para o Corpo de Bombeiros é feito diretamente aqui para a cidade. Nosso problema é que a ligação para o SAMU é realizada para Porto Alegre, com uma série de procedimentos. Inclusive, a equipe do SAMU ouve nas rádios que acidentes ocorreram na cidade e já fica a postos, aguardando o telefonema da Central de Regulação do Estado.

Ambulância Samu está totalmente equipada, segundo responsável técnico

A Plateia: Por que não disponibilizam uma linha telefônica local?
Leonardo: Esse é um problema muito sério. Quando eu vou a Porto Alegre, faço sempre essa reivindicação, juntamente com outros responsáveis técnicos, pois esse problema não é exclusivo daqui, mas sim de todo o Estado e País.

A Plateia: O que a equipe local poderia fazer para otimizar essa demora entre o telefonema do paciente e o acionamento da equipe?
Leonardo: Muitas vezes, a equipe realiza o que chamamos de auto-regulação, ou seja, trabalha informalmente em parceria com a Brigada Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e demais órgãos públicos. Como a ambulância não pode sair sem a autorização da Central, a equipe realiza a ligação informando que irá fazer um atendimento, informado por um policial. No futuro, essa é a saída que vejo: firmar parceria com essas instituições. Com tudo isso, nosso objetivo é prestar um atendimento de qualidade à população, embora saibamos que não é assim que está funcionando.

A Plateia: Qual é a média de tempo entre a ligação do paciente para a Central e a chegada da ambulância ao local?
Leonardo: É imediato. Tocou o telefone e a equipe está saindo. A equipe do Samu daqui tem essa preocupação com a população.

A Plateia: Quais são os procedimentos padrão realizados pela equipe do SAMU?
Leonardo: A equipe chega, realiza a imobilização do paciente e, se necessário, soroterapia e contenção. Além disso, eles precisam telefonar para o médico, informar os sinais vitais do paciente. O médico é quem indica os próximos procedimentos a serem feitos, como levar para o Pronto-Socorro. Geralmente, os pacientes são destinados para lá.

A Plateia: Os equipamentos presentes na ambulância, na sua opinião, são satisfatórios?
Leonardo: A ambulância está totalmente equipada, com diversos aparelhos como desfibrilador, oxigênio, talas gessadas, kit parto. Estamos prontos para todo tipo de atendimento. Isso é seguro.

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