Trabalho e persistência: a receita do sucesso do Fronteira Aberta no Enart

Entre as mais antigas entidades tradicionalistas do RS, além de ter a 1ª Prenda do Estado, o C.T.G agora tem também o melhor grupo de dança na categoria Força “B”

Grupo foi o melhor entre os que disputaram a chamada Força “B” no Enart, em Santa Cruz do Sul

Horas de ensaio, dedicação, entusiasmo, amor ao tradicionalismo e, acima de tudo, a fé em uma ideia que poderia dar certo e, como o Rio Grande do Sul constatou no último domingo, deu. Assim pode ser resumida um pouco da saga do C.T.G. Fronteira Aberta, uma das mais tradicionais entidades culturais do Estado e que volta a ocupar lugar de destaque no cenário do tradicionalismo, com as conquistas recentes. Depois de ver a sua prenda, Raquel Pinheiro, receber o título de 1ª Prenda do Rio Grande do Sul, agora foi a vez do seu grupo de danças obter o primeiro lugar no mais importante evento da cultura gaúcha: o Enart – Encontro de Arte e Tradição. Para o coordenador do grupo de danças, Luis Fernando Botino, trabalho incessante e a luta pela realização do sonho foram elementos que compuseram a vitória que agora é compartilhada não apenas com as demais entidades tradicionalistas da cidade, mas com todos os santanenses. Para o integrante da invernada artística Cristhian Ribeiro Quines, a honra em representar a entidade esteve acima de outros objetivos. “Estamos honrados em elevar o nome da nossa região, da nossa cidade e do nosso grande C.T.G Fronteira Aberta. Todos que participaram desta conquista estão orgulhosos e muito felizes com as palavras de incentivo e com o carinho demonstrado pelo povo santanense”, disse ele. 

A saga dos Fronteiros 

Performance do grupo recebeu nota máxima nos dois dias

“Começamos nosso trabalho em 2006, com as categorias de base mirim e juvenil e no ano de 2010 conseguimos formar um grupo adulto com toda essa turma e mais outros integrantes que vieram se somar ao trabalho e qualificar nosso material humano. No ano de 2011 ficamos fora da grande final devido a descontos em nossa indumentária, e foi aí que criamos um planejamento, criando departamentos dentro do grupo, responsáveis por cada detalhe importante, capazes de fazer a diferença. Nosso sucesso se deve ao cumprimento com rigor desse planejamento e ao trabalho organizado de todos os envolvidos. Estabelecemos um objetivo e fomos à luta. Não perdemos tempo reclamando da falta de apoio, das dificuldades e dos obstáculos que surgiam no caminho, por vezes criados para nos abalar, mas trabalhamos focados, com respeito e com muita dedicação, e isso fez com que o trabalho evoluísse. Neste ano, o grupo escolheu como contexto de apresentação falar dos ginetes da Fronteira, que são afamados em todo o Estado. O grupo mostra no palco as riquezas da nossa terra, os valores e costumes do gaúcho fronteiriço, transmitindo na coreografia de saída toda a emoção e dramatização da morte de um ginete, tudo isso inspirado na vivência do homem do campo, na verdadeira cultura da região da campanha. Hoje, a invernada conta com mais de 30 bailarinos e arca com todos custos que não são poucos, pois temos instrutores de fora, indumentária, conjunto instrumental, adereços, coreografias de entrada e retirada e inúmeras viagens, que nos proporcionaram popularidade em todo Rio Grande do Sul, e nos tornou um dos favoritos para a grande final. Conseguimos cumprir o planejado e em todos os festivais que fomos, obtivemos sempre as primeiras posições. Gostaríamos de aproveitar a oportunidade para agradecer aos Supermercados Righi, à Movilcor e à empresa Sosal, que colaborou com o combustível para a viagem, e também à Germani Alimentos, que contribuiu com a alimentação nesses 3 dias que estivemos em Santa Cruz do Sul. Ser um campeão do Enart significa ser campeão do maior festival amador da América Latina, uma emoção única que poucos conseguem alcançar. Quando foram chamar o 1° lugar e falaram que vinha de longe e que era da Fronteira, a emoção tomou conta do grupo e quando anunciaram o nome do CTG Fronteira Aberta, a alegria foi completa e o melhor foi receber o troféu de campeão das mãos da amiga, irmã, srta. Raquel Pinheiro, 1ª prenda do RS, a qual também acompanhei no concurso estadual e participei ativamente da sua conquista. Com isso, posso considerar um ano magnífico para o tradicionalismo da 18ª Região Tradicionalista, para Sant’Ana do Livramento, e para o CTG Fronteira Aberta. Temos a honra de ter a prenda do Estado e o campeão estadual das danças tradicionais força B, e isso nos torna referência no Rio Grande do Sul. Obrigado a todos que nos apoiaram, aos que foram nos dar força em Santa Cruz do Sul e aos que ficaram torcendo de longe. Obrigado aos pais, patronagem e amigos que sempre colaboraram e acreditaram em nosso trabalho. Título grande significa responsabilidade maior ainda, e nós estamos prontos para encarar novamente as dificuldades, obstáculos e lutar por uma boa classificação novamente no próximo ano. É bom salientar que fomos a melhor nota no sábado e a melhor nota do domingo, também confirmando assim o merecido 1° lugar”, contou Botino, coordenador da invernada artística.

 

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