Maus tratos a animais são recorrentes na cidade

Protetores dos animais buscam conscientização da população

Recentemente, cadela foi encontrada enterrada viva em terreno baldio

Denúncias de maus tratos a animais, principalmente a cães e gatos, já não são raras de verificar em Sant’Ana do Livramento, principalmente por protetores dos animais, como é o caso da médica veterinária Carina Scardoelli, que frequentemente recebe esses casos em sua clínica. “A gente vê de tudo, tanto em cães de rua, quanto em cães que têm um lar”, conta Carina. Ela também destaca que muitas dessas agressões vêm de pessoas que, procurando vingar-se de um desafeto, machucam seu animal de estimação ou o envenenam.

Na semana passada, Carina foi chamada em um terreno baldio, próximo à linha divisória, onde havia uma cadela enterrada viva. “Esse foi mais um caso de maus tratos, pois não sabemos por qual motivo fizeram aquilo com o animal que estava muito doente”, relatou. Após ser atendida pela veterinária, o animal acabou morrendo. 

Abandono

Cão enforcado próximo a escola causou indignação na comunidade

Outro fator muito comum, segundo Carina, é o abandono de filhotes. “Aqui na veterinária, sempre deixam caixas com ninhadas para doação, e na ASPA essa prática também é muito comum”, disse a médica.

Como se sabe, a Associação Santanense de Proteção aos Animais – ASPA – sobrevive em condições precárias, e a lotação está muito além do limite máximo. “As pessoas precisam se conscientizar que não ajudam o animal o abandonando em frente à ASPA. Lá é realizada a assistência básica aos animais, mas não temos como receber mais cães naquelas condições estruturais”, salientou.

Doenças

De acordo com Carina, os animais mal cuidados podem contrair doenças que são transmissíveis a humanos. “Sarna, verminose e leptospirose são doenças que passam para as pessoas. Por isso, cuidar dos animais é uma questão de saúde pública”, destacou.

Para Mari Sousa, uma das protetoras dos animais e responsável pela ASPA, casos como o enforcamento do cão em frente a uma escola, recentemente, e da cadela enterrada viva, são muito preocupantes, pois crianças veem e podem querer cometer este tipo de ato. “Como protetora dos animais, é preciso que ocorra a extensão do conceito de dignidade aos outros seres, capazes de sentir e de sofrer. Se o Estado reprime a violência contra os animais, isso se reflete em um padrão de conduta a ser observado pela sociedade. A consideração pela vida de outros seres, além dos humanos, trata-se de uma questão ética, de não preconceito e, sobretudo, de respeito. O ser humano, justamente por ser considerado um ser dotado de racionalidade, deve agir pelo menos com respeito para com outros seres”, salientou Mari, destacando que é necessária, antes de tudo, conscientização por parte dos seres humanos.

 

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