Mãe agride filha e é denunciada pelos próprios pais ao Conselho Tutelar

Menina de três anos de idade apresentava hematomas e apanhou durante o banho

A violência empregada contra crianças e adolescentes no âmbito familiar ainda continua sendo uma realidade em Livramento, apesar das inúmeras ações promovidas na rede dos órgãos que lutam contra o abuso sexual e a violência infantil.

Mesmo assim, o Conselho Tutelar vem percebendo uma mudança de comportamento das pessoas, as quais tomam a iniciativa de denunciar o que está errado, na ânsia de tentar mudar uma condição de vida imposta pelos agressores ou abusadores, mesmo que os fatos estejam ocorrendo dentro da própria família.

Recentemente, chegou ao órgão de proteção à criança e ao adolescente na cidade, uma denúncia de lesão corporal contra uma menina de apenas três anos de idade. O pior de tudo é que as agressões estavam partindo da própria mãe da vítima.

Para a surpresa ainda maior do Conselho, a denunciante era a avó da criança, que ao perceber que a neta apresentava hematomas e chorava muito, resolveu por um fim na história de sofrimento daquele ente querido.

Conforme o que pôde ser apurado, resguardando as identidades dos envolvidos, a agressão vinha ocorrendo dentro de casa desta família, que reside no bairro Wilson. A agressora, com cerca de 20 anos, vinha batendo na filha, motivada segundo ela, por problemas com seu ex- companheiro.

Em uma destas oportunidades, a vítima foi agredida durante o banho, resultando com vários hematomas pelo corpo.

A denunciante (avó), ao perceber que a criança chorava muito, procurou o Conselho Tutelar e denunciou as agressões, após ter revistado a criança e encontrado os sinais de violência. O Conselho, por sua vez, procurou informações sobre a denúncia e apurou na escolinha da menina que havia algum problema, sim, no comportamento daquela mãe com relação aos seus dois filhos, sendo o outro um menino de um ano de idade.

Segundo as conselheiras Lizia de Oliveira e Luciana Ramirez, a denunciada já tinha sido averiguada pelo Conselho em outra oportunidade, por deixar as crianças sozinhas em casa. “Solicitamos à Justiça um mandado de proteção, com um termo de responsabilidade, o qual somente poderá ser revogado pelo juiz, ficando a criança sob os cuidados dos avós maternos, enquanto aguardam processo para definir o destino das crianças”, destacaram as conselheiras.

 

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