Cesta básica fica 0,36% menor em agosto. O Tomate reduz, mas seu preço médio ainda é considerado alto

Donas de casa de Sant’Ana do Livramento estão cada vez mais atentas aos valores que são divulgados na pesquisa mensal da Universidade Federal do Pampa

A ferramenta que está sendo utilizada, principalmente pelas donas de casa de Sant’Ana do Livramento para terem maior noção dos gastos nos supermercados, teve mais uma edição divulgada. Os preços da chamada cesta básica, medidos mês a mês pelos pesquisadores do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Pampa – Unipampa, apontou para uma redução mínima nos valores que foram gastos com as despesas domésticas. No mês de agosto, o valor da cesta básica de Sant’Ana do Livramento foi de R$ 250,11, levemente inferior ao valor registrado no mês de julho, – 0,36 %. Isto quer dizer que o comportamento dos preços dos produtos que compõem a cesta não teve, em média, uma variação forte o suficiente para alterar significativamente o valor da cesta, tal como aconteceu no mês de julho, quando a elevação no preço do tomate puxou para cima, de forma acentuada, o custo da cesta, em relação aos meses anteriores. E por falar no tomate, no mês de agosto, o seu preço até apresentou uma das quedas mais pronunciadas, – 5,26%, em relação ao mês anterior, mas o valor ainda é maior que o preço médio registrado nos primeiros seis meses do ano, R$ 4,38, contra R$ 2,19. Como o ponderador do tomate na cesta é importante e o nível do seu preço ainda é elevado, seus efeitos sobre o valor da cesta são consideráveis e, portanto, inibem uma queda mais pronunciada no custo da cesta. Além do tomate, a banana também apresentou leve queda no preço em relação ao mês anterior ( – 2,73%). Pelo lado dos alimentos que apresentaram elevação, destacam-se o arroz (+4,44%), a batata (+6,37%) e o óleo ( +2,06%). “Por outro lado, os dados nos permitem concluir que para o trabalhador santanense (remunerado com o salário básico de R$ 622,00) adquirir a cesta básica de alimentos, deverá dispor de pouco mais de 44% das 220 horas de trabalho mensal. Em relação ao mês anterior, isto significa 19 minutos a menos. O restante das horas de trabalho deverá ser distribuído entre moradia, transporte, educação, saúde, lazer, etc. Como sempre, agradecemos a valiosa colaboração dos proprietários dos estabelecimentos comerciais de gêneros alimentícios que nos brindam toda a informação necessária para a construção do índice da cesta básica. Da mesma maneira, destacamos o trabalho do bolsista Gederson Gogia e o trabalho voluntário efetuado pelos acadêmicos Janice Ocaña, Patrícia Friolim, Ana Alzira Mendes e Dionara da Silva”, destacou o professor Carlos Hernan Cespedes, coordenador da pesquisa na Universidade Federal do Pampa em Sant’Ana do Livramento.

Por Cleizer Maciel
cleizermaciel@jornalaplateia.com

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