Banda Marcial do Liberato deverá dar lugar a uma orquestra

Depois de muitos anos em atividade, banda foi extinta em 2011, e a partir do próximo ano dará lugar a uma sinfônica 

Banda da escola foi desativada no ano passado, e projeto para 2013 é montar uma orquestra

Envolvido com diversos projetos culturais, o Instituto de Educação Professor Liberato Salzano Vieira da Cunha parte agora para um voo mais alto: a formação de uma orquestra sinfônica. Conforme a vice-diretora geral da escola e supervisora do ensino médio, professora Dirce Rubim, a banda foi desativada no ano passado, em função da dificuldade de manter na banda alunos que tocassem instrumentos de sopro e percussão.

Eles foram terminando o ensino médio e a disponibilidade de horário foi ficando cada vez mais rara, até mesmo pela inserção no mercado de trabalho de grande parte deles. “Nós começamos a formação de um novo grupo, porém esbarramos na questão de ter um instrutor que coordenasse a banda da escola. Alguém que realmente entenda e possa fazer um trabalho inicial com o novo grupo. Geralmente, as pessoas se disponibilizam para aqueles grupos que já têm alguma noção, ou mesmo formação. Creio que esse é um problema não só nosso, mas da grande maioria das escolas que possuem banda”, destaca Dirce.

A escola tem alguns instrumentos, porém está investindo na formação de uma orquestra. Como desenvolve o projeto da Vertente da Canção Nativista, o educandário tem uma projeção de seus trabalhos no que se refere à música. Dentro desta premissa, a escola foi contemplada com uma verba para a formação de uma orquestra estudantil. A partir do ano que vem, ela passa a integrar o projeto Mais Educação, e através deste, terá uma oficina direcionada à música. “Vamos unir estes dois projetos, a Orquestra Estudantil e mais a Oficina de Percussão. A partir de 2013, teremos um trabalho todo voltado para a música, em função de termos ficado neste ano sem a nossa banda marcial”, completa. A professora destacou que quando fizer a proposta de encontrar o aluno interessado dentro de cada uma das oficinas, a afinidade com os instrumentos deverá ser a diretriz do trabalho.

Banda do Alceu Wamosy luta contra as dificuldades para se manter 

Sandra Cristina Carvalho relatou que a atual situação da banda da escola não é muito diferente das demais escolas da cidade. A falta de incentivo e também de um instrutor para a banda complicam o pleno desenvolvimento do projeto da escola. “Nós temos os instrumentos de sopro, mas temos muita dificuldade em encontrar alguém que ensine os alunos, sem contar com a impertinência deles. Nós temos aqui na escola trompete, lira e escaletas, sendo que estas as alunas utilizam. Eu fico triste, pois, na escola, temos os instrumentos, temos a vontade dos alunos, mas não temos quem nos auxilie. Porém, ao mesmo tempo, fico felicidade em ver que com todo o nosso esforço, conseguimos unir estudantes do ensino médio e fundamental. Isso foi uma conquista, porque alguns alunos do ensino médio consideravam um ‘mico’ participar da banda”, completa.

Diferente do que acontece em algumas instituições, a banda da escola Alceu Wamosy é formada exclusivamente por alunos matriculados e frequentando as aulas. A banda está ativa de abril a dezembro, e a professora Sandra Cristina destacou que todo o trabalho é bem-vindo. “Voluntários são bem-vindos e até mesmo se tivermos algum custo, podemos conversar com a pessoa. O que não podemos é deixar de acreditar no nosso sonho”, finaliza.

 

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