A greve continua…

Comando de greve da Unipampa, em Livramento, diz que proposta precisa ser melhor analisada pela categoria, e afirma que uma nova rodada de negociações será necessária para resolver a questão   

Professores da Unipampa esperam por uma nova rodada de negociações com o governo para definir o futuro da greve

A agonia de professores, pais, além de pessoas ligadas a diversos setores, especialmente aqueles que prestam serviços aos acadêmicos da Universidade Federal do Pampa em Sant’Ana do Livramento, pode estar chegando ao fim.

O governo federal apresentou, na última terça-feira, uma nova proposta para os professores que estão em greve desde o dia 17 de maio. Em uma reunião que durou mais de cinco horas, representantes do governo apresentaram algumas modificações pontuais na proposta anterior e ajustes internos nas tabelas de vencimento básico e retribuição por titulação da remuneração dos docentes das instituições federais de ensino, todas expressas em valores nominais. De acordo com o comando de greve, o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, iniciou a reunião afirmando que, na essência, a proposta não apresenta diferenças da anterior.

Segundo o professor Renatho Costa, integrante do comando de greve no campus da Unipampa em Sant’Ana do Livramento, a greve ainda está longe de ter um fim, e será necessário esperar pelos diálogos que serão reabertos em uma nova rodada de negociações. “O nosso sindicato nacional está apreciando a proposta, mas já sabemos que a única coisa que o governo fez foi maquiar esta proposta anterior. Não mudou efetivamente nada. O governo não está discutindo a educação, não há discussão em torno da estruturação das carreiras, e isso é um indicativo de que a proposta poderá ser novamente rejeitada. Acredito que na semana que vem, na nova reunião, será o momento de tentarmos flexibilizar um pouco mais o governo. Até agora, o único aspecto flexibilizado foi o índice que começa a contemplar algumas classes, mas, ainda assim, não foi tratada uma data base, e isso pode gerar problemas futuros. Outra questão, que ainda não está sendo debatida pelo governo, está relacionada à estrutura das universidade. A infraestrutura de alguns locais precisa, sim, ser discutida. A situação está muito complicada e agora vamos ver o quanto o governo está disposto a discutir. A greve não terminou mesmo, uma vez que o sindicato também está propondo que a discussão seja aberta para os técnicos, e o governo diz que quer negociar separadamente”, afirmou o professor, que integra o comando local de greve. Ainda de acordo com Renatho, o que o governo fez foi aumentar os recursos disponíveis, de R$ 3,9 bilhões para R$ 4,2 bilhões em três anos e, com isso, promoveu alguns ajustes na tabela, atendendo, principalmente, os docentes com mestrado, que teriam as perdas maiores na proposta anterior. 

Ainda em maio, os estudantes protestaram para que a greve encerrasse rápido

Manifestação sem efeito

Temendo pelos efeitos de uma paralisação longa, ainda em maio, os acadêmicos fizeram uma manifestação em frente ao campus da Unipampa em Livramento, pedindo para que o governo atendesse às reivindicações. Sem efeito. Até agora, são mais de dois meses de greve.

Cleizer Maciel
cleizermaciel@jornalaplateia.com 

 

 

…….

Notícias Relacionadas

Os comentários são moderados. Para serem aceitos o cadastro do usuário deve estar completo. Não serão publicados textos ofensivos. A empresa jornalística não se responsabiliza pelas manifestações dos internautas.

Deixe uma resposta

Você deve estar Logando para postar um comentário.