Procura por curso para motoboys junto aos CFC’s da cidade é pequena

Prazo legal termina em dez dias, mas a procura pela qualificação é praticamente nula, segundo informações dos dois Centros de Formação de Condutores da cidade

Local que deverá abrigar a futura pista de treino e teste para motoboys

A partir do dia 4 de agosto, motoboys e mototaxistas em situação irregular e em desacordo com regras de segurança poderão ser multados e ter seu veículo apreendido, ficando sujeitos às penalidades. Os profissionais que descumprirem a Resolução 356 do Conselho Nacional de Trânsito, que estipula regras para o transporte remunerado de passageiros (mototáxi) e o de cargas (motofrete), estarão passíveis de enquadramento. Entre as obrigações, estão: registro do veículo na categoria “aluguel”, instalação de dispositivos, uso de equipamentos de segurança, e cursos de especialização para o condutor, que deve ter, no mínimo, 21 anos. 

Penalidades 

As multas referentes à falta de documentação do condutor e ao não cumprimento das exigências para o veículo estão estabelecidas no Código de Trânsito Brasileiro. Se o profissional não estiver usando capacete, por exemplo, está sujeito à multa de natureza gravíssima, de R$ 191,54, além de sete pontos na carteira de habilitação. Também está sujeito à mesma penalidade o motociclista que realizar atividade remunerada, mas não possuir veículo cadastrado na categoria “aluguel” (placa vermelha). 

Pouca procura 

Consultados, os representantes dos dois centros de formação de condutores da cidade – CFC Santanense e CFC Dirigir – deram respostas semelhantes no que se refere à procura por parte dos profissionais que devem buscar a qualificação. No primeiro deles, ainda não foi fechada sequer uma turma com 10 alunos, e no segundo foi registrada somente busca de informações por parte dos profissionais das motocicletas. O valor estabelecido para o curso é de R$170,00, e abrange 30h/aula de curso, divididos em 25 horas teóricas e 5 horas de aula prática, o que corresponde a dois dias de atividade. Porém, informações de alguns profissionais que dependem da atividade dão conta de que os mesmos estão sendo notificados pela Secretaria da Fazenda a realizar o referido curso, para que sejam liberadas suas autorizações pessoais de trabalho, o que vem causando certo desconforto entre ambas as partes. O que resta, enfim, é que o prazo deve se esgotar em aproximadamente dez dias e a fiscalização deve começar a agir.

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