Homem é preso em flagrante, acusado de estuprar criança de 11 anos

Acusado, de 55 anos, foi encontrado em um matagal com a vítima, na vila Colina dos Santos, na manhã de ontem

Grupamento Especial de Motocicletas-GEM, da Brigada Militar, realizou a prisão do acusado, que estava portando uma faca pequena e várias balas. Os doces, possivelmente tenham sido utilizados para atrair a vítima

Após algumas horas de expectativa, o delegado titular da Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) acabou lavrando o flagrante de um caso de estupro, cuja vítima é uma criança de 11 anos de idade, ocorrido na vila Colina dos Santos, no bairro Prado, na manhã de ontem (24).

Segundo as provas que foram apresentadas à Polícia Civil, pela Brigada Militar e Conselho Tutelar, o acusado J.C.V.C., de 55 anos de idade, morador daquela localidade, havia abusado sexualmente da filha de sua sobrinha. Ele foi preso em flagrante pelo Grupamento Especial de Motocicletas-GEM, por volta das 11h05, em um matagal na rua Mario Motta.

O acusado ainda estava com a vítima quando os policiais chegaram ao local indicado, após o Centro de Operações da Brigada Militar ter recebido uma denúncia anônima, realizada por volta das 10h56.

Mesmo negando os fatos, a Polícia Militar conseguiu mobilizar, em seguida, o Conselho Tutelar, para o qual a vítima acabou confessando as agressões. A criança foi encaminhada para exame de lesão corporal, no qual ficou constatado o abuso sexual, fato que serviu como prova suficiente para que o acusado fosse preso em flagrante e encaminhado para a Penitenciária Estadual de Segurança Média de Livramento.

Segundo o relato policial, e do próprio Conselho Tutelar, a criança vinha sendo molestada pelo agressor desde os 10 anos de idade. Ele costumava atrair a menina para o matagal mediante ofertas de balas e doces. Lá, ele tocava e acariciava as partes íntimas da menina.

O acusado, quando foi preso, estava portando uma faca e algumas balas dentro de um saco plástico, doces possivelmente utilizados para atrair a vítima.

Na Delegacia, foi colhido ainda o depoimento da mãe da vítima, que parecia bastante confusa com tal situação.

Antes de obter o resultado do exame médico, o delegado Othelo Saldanha Caiaffo da DPPA, destacou que, possivelmente, teria que liberar o acusado do flagrante, pois precisaria de testemunhas; ou de laudo médico psicológico da criança, ou seja, de uma prova cabal.

“Se não for possível o flagrante neste tipo de caso – o que acabou ocorrendo mais tarde – o indiciado terá que responder ao inquérito em liberdade. Isso não quer dizer que ele não responderá pelo crime, mas sim de outra forma”, destacava o delegado, fato que estava causando desespero, principalmente na equipe do Conselho Tutelar, que buscava naquele momento, de todas as formas, uma maneira de afastar o agressor da vítima.

 

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