Novo classificado do Repórter na Escola vem do Alceu Wamosy

Gabriel Gonçalves (e) ao lado da supervisora da escola Alceu Wamosy, Evana Dorneles Campos

“Escrevi a reportagem não apenas visando o notebook que vai ser dado ao vencedor. Quero que esta oportunidade sirva para que sejam encontradas soluções para o problema que foi retratado na minha participação”, diz Gabriel Gonçalves

“Eu não entrei no concurso para tentar apenas ganhar o notebook, prêmio cobiçado pela grande maioria dos participantes. Resolvi escrever o meu texto e mandar, com a intenção de mostrar a realidade de uma escola que não é a minha, mas que enfrenta problemas sérios e precisa de ajuda”.

A noção precisa do sentimento de pertença, ou seja, da qualidade de indivíduo que faz parte de uma sociedade, que pertence a uma comunidade, ficou muito clara nas palavras do jovem Gabriel Espírito Santo Gonçalves, 17 anos, aluno do 2° ano do Ensino Médio da Escola Alceu Wamosy, uma das mais tradicionais instituições de ensino da cidade.

Acompanhado da Supervisora, professora Evana Dorneles Campos, Gabriel visitou, na tarde de ontem, a redação do jornal A Plateia e falou um pouco sobre o que o motivou a procurar outro educandário para ser pauta da matéria participante do projeto Repórter na Escola.

Consciente, deixando claro o tempo todo que conhece a realidade da escola Camilo Alves Gisler por morar nas proximidades do local, Gabriel diz que, ao mostrar o problema da falta de segurança, espera que as autoridades reconheçam definitivamente a necessidade de apresentar soluções.

“O projeto me deu a possibilidade de mostrar que aquela escola tem problemas de estrutura física. Assim, penso que esta é uma forma de ajudar. Eu escolhi aquele colégio porque onde estudo não tem muitos problemas. Aquela instituição, Camilo Alves Gisler, está passando por dificuldades. Lá, as aulas são pequenas, o espaço é complicado, sei disso porque minha irmã estudou lá”, conta ele, ao revelar que sua maior dificuldade foi conseguir traduzir em palavras tudo o que viu e as necessidades que listou durante o período que utilizou para preparar a matéria.

Para a supervisora Evana Dorneles, o papel da escola, através do trabalho preparado por Gabriel, está sendo cumprido, uma vez que os alunos são os agentes transformadores da realidade. “É importante que eles vejam esses problemas, que reflitam sobre isso, e que se interessem por estas questões. Nesse ponto, a escola está sempre aberta e se propõe a incentivar os alunos a escreverem. Acho que é papel da escola, e da família, incentivá-los a isso, a mostrarem suas ideias, não terem medo de escrever e expor os problemas que encontram”, comentou a professora, que diz ter gostado da ideia do aluno, com a visão de outro educandário.

“A função da escola é deixar a vida dos nossos alunos mais saudável, e fico feliz com o resultado”, afirmou ela, ao deixar claro que Gabriel é um bom aluno. Para o estudante, o projeto pode modificar a realidade de muitas pessoas. “Minha intenção não é apenas concorrer a um prêmio, mas ajudar, e esta é uma ferramenta interessante”, disse Gabriel Gonçalves.

Repórter na Escola

O projeto Repórter na Escola é uma experiência que pode ser entendida como Educomunicação, implantada juntamente com os jornalistas que atuam na redação do jornal A Plateia, em parceria com professores e alunos.

A meta é premiar com um microcomputador, no fim de cada etapa, a escola, e com um notebook o aluno que produzir a melhor matéria entre todas as selecionadas.

O princípio que norteia o projeto é o de que é possível colocar jornalismo a serviço da construção da cidadania, e que os meios de comunicação podem contribuir para a melhoria das práticas pedagógicas no ensino.

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