Educandário aciona Conselho Tutelar para denunciar violência familiar com alunos

As vítimas, com 11 e 12 anos de idade, apresentavam marcas pelo rosto e corpo produzidas por um relho

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A violência no âmbito familiar parece não ter mais fim, e as ocorrências quem têm como vítimas mulheres, adolescentes e crianças continuam chamando a atenção dos órgãos ligados à Segurança Pública de Livramento.

Na tarde de ontem (09), o Conselho Tutelar foi novamente acionado para atender mais um destes casos. Ao invés de buscarem informações na Delegacia de Polícia, como é de costume, as conselheiras tutelares tiveram que ir até a Escola, onde estudam as vítimas, de 11 e 12 anos de idade.

No educandário, os professores perceberam que havia alguma coisa de errado com os dois irmãos, que se queixavam de dores pelo corpo, tendo a causa sido confirmada mais tarde com a chegada das conselheiras Lízia de Oliveira e Luciana Ramires. Em conversa com a criança, com o adolescente e com professores da Escola, a história de agressão foi revelada e ficou confirmado que os irmãos tinham sido surrados com um relho, pelo próprio pai, de 41 anos de idade.

Segundo as conselheiras, as vítimas apresentavam marcas nas costas, mãos e no rosto. O motivo de tal brutalidade teria sido um cavalo, que os irmãos tinham se comprometido de cuidar. Ao invés de colocarem o animal no campo como de costume, o mesmo foi colocado no campo ao lado e escapado para a rua, motivando o castigo aplicado pelo agressor.

O adolescente e a criança foram encaminhados para o Pronto-Atendimento Médico do Hospital Santa Casa, onde foram medicados e liberados para as conselheiras, as quais procuraram a Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA).

Durante o relato dos fatos na delegacia, as conselheiras informaram, ainda, que o agressor é trabalhador rural e que havia saído para trabalhar, na tarde de ontem (09). Segundo as vítimas, as agressões vinham ocorrendo, no mínimo, há dois anos.

Os irmãos moram somente com o pai e madrasta, já que a mãe deles se encontra em Porto Alegre, onde realiza tratamento médico. Antes de morarem com o agressor, as vítimas moravam com a avó paterna.

Durante o registro de ocorrência policial, por volta das 16h, a criança e o adolescente ainda estavam sob responsabilidade das conselheiras. Elas tomaram conhecimento dos fatos, por volta das 14h, e desde então estavam tentando localizar um parente mais próximo das vítimas, que pudesse se responsabilizar pela guarda temporária dos irmãos agredidos.

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