Último dia da Feira do Peixe

Evento acontece em paralelo na Praça General Osório e no Parque Internacional e vai até às 18h

Estão sendo comercializadas Carpas, que vão de R$12,00 até R$ 15,00 o Kg.

A tradição

Segundo o rito cristão, na Sexta-feira Santa, Cristo foi condenado, carregou a cruz e foi crucificado. É dia de sacrifícios para os cristãos, em sinal de consternação pela morte de Jesus, e não se deve comer carne vermelha. Isto porque, na época, a carne era artigo de luxo, rara à mesa das pessoas mais pobres. O peixe, por outro lado, era abundante e barato, por isso comum nas refeições dos mais humildes. Porém comer peixe não significa só adotar a simplicidade, a espelho do que fez Jesus. O ato simboliza também uma penitência. Assim, não basta apenas comer frutos do mar, toda a refeição deve ser simples — além de ser à base de peixe — e deve-se evitar quaisquer outros prazeres no dia. Na liturgia, a Via Sacra é encenada, revivendo-se os 14 momentos da Paixão de Cristo.

A Feira

Para se aliar à tradição, foi montada a 2ª Feira de Peixes, realizada pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e que tem seu último dia de vendas hoje das 9h até às 18h. O evento, que tem estandes montados na Praça General Osório e no Parque Internacional ,tem a participação de piscicultores e o apoio da EMATER, além de contar com o auxílio das cooperativas Coperforte e Cooplesa, que disponibilizaram um caminhão refrigerado e um de água, respectivamente. Mais de 20 pessoas estão envolvidas na ação.

Varina Petry levou o filho, Augusto Petry, para comprar na feira.

“Em alguns anos eu não encontrava o peixe sem estar congelado. A feira possibilita isso,e o alimento fica muito mais saboroso. Estou comprando por- que sigo a tradição de minha família, que come peixes apenas na Sexta-Feira Santa.”

Inspeção Municipal garante a qualidade do peixe

A Prefeitura, em parceria com a Associação dos Piscicultores de Livramento, criou um abatedouro para a produção inspecionada do alimento. Há também a intenção de inserir o peixe na merenda escolar.

De acordo com o secretário de Agricultura, Carlos Fernandes, a feira mostra respeito ao consumidor, realizando o trabalho de inspeção municipal. “Isso garante a qualidade do produto desde o abate até a comercialização. O mais interessante de tudo, é que há o fortalecimento da Associação dos Piscicultores. Nós queremos que a cada edição mais produtores participem do evento”, salientou. Segundo ele, a associação esteve por muito tempo parada, sem uma política municipal de apoio à categoria. Hoje, a cada dia, mais pessoas se associam, de acordo com a avaliação do secretário. Isso se dá pelo sucesso conquistado até hoje pela feira e possibilita um aumento na renda dos trabalhadores.

Mario Gonzáles, agrônomo da Emater, destacou que em grande parte das feiras realizadas na Fronteira não tem o controle da inspeção e apontou esse como o principal diferencial do evento. “O peixe é como qualquer outro animal de origem animal e deve ser abatido no abatedouro fiscalizado, como é feito aqui”. No geral, existe a inspeção municipal, estadual e federal. No caso da feira, tendo sido inspecionada pelo sistema do município, ela não pode sair da cidade e deve ser comercializada apenas em Livramento.

O presidente da Associação dos Piscicultores destacou que a partir de agora, com o apoio do município, há a intenção de agregar mais produtores e atender a população durante o ano inteiro, fazendo ao menos uma vez no mês uma feira de vendas.

Programação de hoje da Feira Binacional de Páscoa: 18h – Sonora Liberato; 20h – Orquestra de Rivera; 21h -Part. Igreja Wesleyana; 22h – Banda El Dos.

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