Chuva eleva número de ocorrências dos Bombeiros

Somente no último domingo, foram atendidas nove ocorrências entre acidentes, alagamentos e desmoronamentos

A viatura do Corpo de Bombeiros durante atendimento na rua Duque de Caxias

O último domingo em Livramento foi marcado por muita chuva. A estação meteorológica do jornal A Plateia e rádio RCC FM registrou 112,4 mm de precipitação. Várias ruas ficaram alagadas, inclusive em alguns casos, moradores impediam a passagem de veículos com o intuito de evitar que os carros ficassem presos em elevadas ‘bacias’ d’água que acabaram se formando em vários pontos da cidade. Moradores relataram que em alguns locais a água ficou cerca de 60 cm acima do nível do solo.

Com este cenário, o Corpo de Bombeiros utilizou seu efetivo, principalmente a partir do fim da tarde, para auxiliar os cidadãos em situação de risco. Segundo o comandante da 1ª sessão de combate a incêndios e adjunto de prevenção de incêndios, Tenente Martins, este tipo de situação extrapola a capacidade de atendimento normal do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e concessionária de energia. São vários pontos que necessitam de um trabalho destes diversos órgãos para o reestabelecimento da normalidade.

Alagamentos

Tenente Martins, comandante da sessão de combate a incêndios

O plantão dominical dos bombeiros registrou sete ocorrências de alagamentos. Na edição de ontem, o Jornal A Plateia mostrou a situação de diversos locais da cidade. Nos entornos da Praça Artigas, um longo trecho da rua ficou cheio de água. Um dos veículos que tentou passar pelo local, ficou preso no alagamento. Em vários bairros a água chegou a invadir casas e danificar móveis. O Tenente Martins alerta que um dos principais causadores desse tipo de ocorrência ainda se dá pelo fato de muitas pessoas jogarem lixo em riachos e córregos que cruzam a cidade. “Esses riachos tem uma pequena profundidade e largura, então quando há uma grande precipitação, rapidamente acontece a subida no nível de água”, salientou. Ainda segundo ele, o fator agravante é justamente o entupimento dos bueiros. “Até o lixo jogado no chão ou em córregos acaba se arrastando pelas bocas de lobo as entupindo. Ainda falta muita conscientização. A Prefeitura e o Corpo de Bombeiros, inclusive, realizam operações de retirada de lixo de dentro dos riachos, porém, como existe um sistema de coleta e há o interesse econômico na reciclagem do lixo, ao invés de os materiais que não serão utilizados serem jogados nas vias e na natureza, as pessoas podem deixar em frente a sua casa ou em local apropriado”.

Desmoronamentos

Foram registradas duas ocorrências com desmoronamento de muro, um deles na rua Francisco Cabeda, na Vila Menezes e outro na rua Duque de Caixas, no centro. Segundo o Tenente, geralmente esse tipo de ocorrência acontece quando há a construção dos muros e residências próximos a barrancos. “Quando os desmoronamentos acontecem, geralmente são causados pela chuva infiltrada, que não tendo para onde escorrer, acaba fazendo pressão contra o muro e derrubando-o”, destacou o Tenente.

 

A chuva e os danos ao veículo

Guilherme Pichler, gerente de assistência da Tterrasul

A fim de tirar as dúvidas dos motoristas, a reportagem procurou o gerente de assistência técnica da Tterrasul, Guilherme Pichler, para desmitificar as dúvidas quanto a dirigir nos dias de alagamento e quais danos isso pode causar ao veículo. Segundo ele, transitar com o carro por ruas com um nível de água elevado pode acarretar na admissão de água pelo motor, que pode causar graves danos à peça. A água também pode causar problemas no alternador, portanto a recomendação do profissional é que se evite, sempre que possível, transitar com o carro por vias alagadas.

 

 

 

 

 

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