Juliano Moreno é o melhor intérprete da Estância da Canção

O festival de música nativista campeira foi promovido e realizado pela Prefeitura Municipal, Secretaria de Turismo, Cultura, Desporto e Lazer e apoio da Coordenadoria Tradicionalista Municipal de São Gabriel

Juliano Moreno em apresentação no festival

A Estância da Canção Gaúcha é o principal festival de música nativista de São Gabriel e região, no Rio Grande do Sul. O festival tem como objetivo revelar cantores da terra e preservar as tradições do Rio Grande do Sul, do pago e do dia a dia do antigo gaúcho, e é realizado desde 1994.

Em evento ocorrido no dia 22 de dezembro, aconteceu a final, que nesta edição, completou 20 anos. A Estância da Canção Gaúcha é considerada um dos festivais mais difíceis do ciclo e também tem importância significativa para músicos, cantores e compositores do sul do Brasil.

O cantor santanense Juliano Moreno há anos participa do evento e em 2013 sagrou-se como o melhor intérprete do evento, além de participar do grupo que defendeu o terceiro lugar, melhor tema campeiro e música mais popular. “A composição Florência flor da manhã foi interpretada com coração!”. Essas palavras foram proferidas por membros do júri, que escolheu Juliano Moreno como melhor cantor do festival. O cantor santanense se prepara, agora, para interpretar duas composições na Gauderiada da Canção Gaúcha, de Rosário do Sul, que acontece em janeiro.

Sant’Ana do Livramento esteve bem representada nesta edição, conquistando também o 2º lugar e melhor poema para Evair Gomez.

Juliano Moreno

Música premiada, interpretada por Juliano Moreno

Florência, Flor da Manhã – 20ª Estância da Canção Gaúcha
Florência flor da manhã (Milonga)
Letra: Edilberto Teixeira (in memorian)
Música: Juliano Moreno

Todo o dia a flor se abre
Como um riso de menina,
E bebe a tépida neblina
Da manhã clara e outonal.
Vai assim desabrochando
Quando o sol vai clareando
Dissipando o serenal.

Todo o dia espera o sol
Pra se abrir de vagarinho…
Não tem mágoa nem espinhos
Pra ferir as mãos de alguém.
Não é assim que nem Florência
Que viveu sem ter querência
E não se abriu nunca a ninguém.

Sabe apenas, lhe contaram,
Que em uma certa madrugada,
Essa flor foi machucada
Pelos espinhos do amor.
Como a flor que assim se abre,
Só a Florência ainda não sabe
Porque deixou de ser flor.

O seu mimo quando é dado
Com a maior boa vontade,
Tem o aroma e a liberdade
Que povoam muitas léguas.
Como uma estrela em noite mansa
Guarda a ultima lembrança.
Ter um filho das macegas.

Esta linda flor menina
Que não sabe madrugar,
Nunca mais vai se enfeitar
Como os lábios da Florência.
Com o seu jeito de matuta
Vai-se embora na garupa
E nunca mais vai ter querência.

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